quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Não tinha que ser



Os corpos suados, nossas camisas no canto, os copos vazios.
Copos vazios, o dia amanhecendo, corpos exaustos, tudo parecia que o amor ali aconteceu.
O cigarro ainda aceso, suavemente ilumina nossos corpos exaustos.
Na cama ao seu lado vejo você respirar, dormindo, entregue, sonhando, deliciosa.
Olho na tua pele, teus contornos, vejo a ilusão no teu rosto.

O aconchego embala o teu sono.
Cena rara, cena grata, deliciosa de olhar.
A vontade aumenta, quero te abraçar.
Envolver-te com meus braços, para te ganhar para mim.
Ainda dormindo exclamo, calmamente:

Desejo-Te tanto.
E num impulso calo teus lábios com um beijo macio, tranquilo, delicioso.
Beijo roubado sonhava com beijo, e acordar te beijando.
Minhas mãos começam a procurar-te de novo.
O desejo reacende.
E novamente acabamos...
Pvitor,



Nem sempre o sorriso que trago, é a vida que levo!

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